Espero aqui deixar registrado um pouco do que sou e do que faço no meu dia a dia.
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Monteiro Lobato
Saiu na Folha de São Paulo, essa semana (dia 29 e hoje) que o Conselho Nacional de Educação acatando uma denúncia de um mestrando da Unb (Universidade de Brasília), deu um parecer sugerindo que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído nas escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista. E que os professores devem ter compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil, para poderem trabalhar com ele. O racismo estaria presente na obra quando da abordagem da personagem Tia Anastácia e de animais como urubu e macaco. Isto porque segundo "os entendidos" esses animais fazem menção revestida de esteriotipia ao negro e ao universo africano. São citados trechos da obra pinçados de forma isolada que aos olhos de um incauto podem parecer ofensivos, mas o que não se pode esquecer é que Monteiro Lobato nunca foi acusado de racista, nem em sonho, sua obra nunca foi censurada dessa forma e mesmo preso durante o governo de Getúlio Vargas, seus livros e suas idéias nunca foram objeto de críticas dessa natureza, acredito que até Anita Malfati, Carlos Drumond, Manoel Bandeira, Cecília Meireles e tantos outros, se levantariam de seus túmulos para gritarem em alto e bom som contra essa enorme monstruosidade que é taxar Monteiro Lobato de racista.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Escola e Alunos
Hoje estive no colégio para dar duas aulas ao 2º colegial B, havia escolhido, um dia antes, falar sobre Machado de Assis, contar a biografia dele e ler o Conto de Escola. Minha intenção era aproximar os alunos desse escritor fantástico, mostrando que, embora fizesse 102 anos de sua morte, ele continuava mais atual do que nunca.
O conto girava sobre o comportamento de alunos em 1840, e com a maestria típica de Machado pude ler como já naquela época alunos matavam aula, aprontavam em sala e sofriam castigos físicos (Palmatória), quando descobertos.
A leitura do conto não visava nenhum tipo de avaliação, apenas trazer ao repertório dos jovens um material de qualidade, tentava eu fazer com que eles adquirissem o gosto pela leitura, ler por prazer e não por obrigação, claro que o tiro saiu pela culatra.
Tirando uma meia dúzia de alunos que existem em todas as salas e que são mais interessados, os demais nem deram bola, qualquer outra coisa parecia ser mais interessante, tiro disso duas singelas conclusões: a primeira que, lamentavelmente só alguns saberão como um livro pode tornar sua vida mais interessante, como ele nos leva a tempos já a muito passados, a futuros improváveis, a outros mundos, não serão apresentados a personagens como Capitu (Machado), a boneca de pano Emília e toda sua turma (Monteiro Lobato), o garoto Raimundo e Pedro Bala (Capitães de Areia de Jorge Amado), Eugênio e Olivia (Olhai os Lírios do Campo de Érico Verissimo), enfim, não poderam dizer um dia que tiveram uma época de sua vida recheada de amigos imortais, a esses poucos interessados todo o meu respeito e admiração.
A segunda conclusão é que cada vez mais me convenço de que o estudo, a escola, os alunos de hoje, vão de mal a pior, a maioria dos alunos não se preocupa com a sua educação, não tem a consciência de que sem ela não a futuro, o Estado não investe o que devia nas escolas, não valoriza seus professores e com isso vai criando uma geração de pessoas sem qualificação, sem cultura, sem conhecimento, tenho medo dos dias que ainda virão.
Gostaria de me fiar na esperança de que nem tudo está perdido, pois aquela meia dúzia que persiste contra todas as agruras e estuda, procura por mais instrução, por saberes variados, esses estarão no topo da pirâmide social e assim, quem sabe, terão a sabedoria de fazer o que homens de hoje não estão fazendo pela educação.
Quem viver verá.
O conto girava sobre o comportamento de alunos em 1840, e com a maestria típica de Machado pude ler como já naquela época alunos matavam aula, aprontavam em sala e sofriam castigos físicos (Palmatória), quando descobertos.
A leitura do conto não visava nenhum tipo de avaliação, apenas trazer ao repertório dos jovens um material de qualidade, tentava eu fazer com que eles adquirissem o gosto pela leitura, ler por prazer e não por obrigação, claro que o tiro saiu pela culatra.
Tirando uma meia dúzia de alunos que existem em todas as salas e que são mais interessados, os demais nem deram bola, qualquer outra coisa parecia ser mais interessante, tiro disso duas singelas conclusões: a primeira que, lamentavelmente só alguns saberão como um livro pode tornar sua vida mais interessante, como ele nos leva a tempos já a muito passados, a futuros improváveis, a outros mundos, não serão apresentados a personagens como Capitu (Machado), a boneca de pano Emília e toda sua turma (Monteiro Lobato), o garoto Raimundo e Pedro Bala (Capitães de Areia de Jorge Amado), Eugênio e Olivia (Olhai os Lírios do Campo de Érico Verissimo), enfim, não poderam dizer um dia que tiveram uma época de sua vida recheada de amigos imortais, a esses poucos interessados todo o meu respeito e admiração.
A segunda conclusão é que cada vez mais me convenço de que o estudo, a escola, os alunos de hoje, vão de mal a pior, a maioria dos alunos não se preocupa com a sua educação, não tem a consciência de que sem ela não a futuro, o Estado não investe o que devia nas escolas, não valoriza seus professores e com isso vai criando uma geração de pessoas sem qualificação, sem cultura, sem conhecimento, tenho medo dos dias que ainda virão.
Gostaria de me fiar na esperança de que nem tudo está perdido, pois aquela meia dúzia que persiste contra todas as agruras e estuda, procura por mais instrução, por saberes variados, esses estarão no topo da pirâmide social e assim, quem sabe, terão a sabedoria de fazer o que homens de hoje não estão fazendo pela educação.
Quem viver verá.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Deficiência ou diferença ?
Aprendi com o tempo que tive até agora em minha vida, que não há deficiência e sim diferenças, um surdo não é burro ou idiota apenas porque não ouve, assim como um cego também não é estúpido ou ignorante apenas porque não vê, todos nós temosas mais variadas diferenças, cabe-nos apenas reconhecer isso, aceitar cada um como ele efetivamente é, não exigir mais do que cada um é possível fazer. A vida é curta demais para se perder tempo recriminando, ou estimulando um preconceito ignóbil, basta aceitar e tocar em frente, a raça humana agradece.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As pessoas precisam entender que as crianças com necessidades especiais não estão doentes. Elas não procuram uma cura, apenas aceitação. Esta é a semana da educação especial. Noventa e três por cento das pessoas não vão copiar e colar este texto, ou divulgá-lo, seja porque meio for. Que tal fazer parte das sete por cento... e...deixá-lo no seu mural do facebook, no seu blog, no seu orkut, no Sonico, etc., por pelo menos, uma hora?
Camila Brasil
Neste sábado que passou, dia 16.10.10, fui no CEU Capão Redondo, com a namorada, para assistir a apresentação da minha aluna Camila Oliveira, que estuda no 3º Colegial C da escola José Lins do Rego, ela canta e toca violão maravilhosamente, é uma artista e tanto, torço muito para que seja reconhecida e que seu caminho artístico seja trilhado de forma a lhe trazer os louros do sucesso. Enquanto eu puder irei sempre acompanhar seus passos.
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